
O Prazer dos Olhos
Assim
como é um mestre na direção cinematográfica,
François Truffaut é um mestre na arte de escrever
sobre o seu ofício. Neste livro ele comenta o cinema
francês de seu tempo, aponta os vícios da crítica
e faz observações precisas sobre os colegas
que admira (Hitchcock, Renoir, Rosselini) e atores com quem
trabalhou (Catherine Deneuve, Julie Christie, Isabelle Adjani,
Fanny Ardant).
Antes de ser um dos principais nomes da nouvelle vague,
Truffaut foi ensaísta e crítico de cinema. Na
verdade, sempre que sobrava um tempo livre ele pensava (e
colocava no papel) suas idéias sobre cinema –
o que deu origem a vários livros, entre eles o clássico
Os Filmes de Minha Vida.
No primeiro artigo, fala do papel do diretor e afirma que
ele é o principal responsável pelo fracasso
ou sucesso da produção. “O mínimo
que se pode esperar de um diretor de filmes é que seja
um artista, completo ou não, e dê mostras de
um mínimo de ambição”, comenta.
Segundo ele, aos quarenta, o cineasta que interrompe a sua
evolução pode achar a chave do sucesso agradando
o público da mesma idade, que abandonou a cultura literária
pelos jornais. “Eis o segredo, acho, do sucesso de certos
diretores laureados: oferecerem todos os anos o mesmo filme
ao público, mudando apenas o nome das estrelas.”
Depois, comenta a confusão que o público faz
entre ele e o personagem Antoine Doinel e mais adiante fala
das impressões que teve trabalhando como ator em Contatos
Imediatos do 3º Grau, de Steven Spielberg.
O livro é uma sucessão de textos interessantes,
publicados inicialmente nas revistas Arts e Cahiers
du Cinéma. Agrada qualquer amante da sétima
arte.
Serviço O Prazer dos Olhos
Autor: François Truffaut.
Ano de Lançamento: 2005
Editora: Jorge Zahar Editor.
352 páginas
Preço médio: R$ 35,60 |
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